quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

D100 ZERO KM NA CONCESSIONÁRIA

A foto acima é do site http://www.museudodge.com, cuja visita recomendo. Trata-se da concessionária Janda, de São Paulo, e mostra uma D100 Luxo esperando seu novo proprietátio.
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QUANTIDADES

Segundo dados obtidos da Anfavea, foram comercializadas apenas 2.621 Dodge D100 no Brasil, muitas delas quando já não se produzia mais o modelo no Brasil, embora os caminhões Dodge, que utilizavam a mesma cabine e motorização V8 a álcool tenham ido até meados dos anos 1980.
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Ano a ano os números de D100 são:
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1969- 233
1970- 559
1971- 365
1972- 466
1973- 462
1974- 347
1975- 94
1976- 9
1977- 73
1978- 0
1979- 3
1980- 0
1981- 4
1982- 3
1984- 3
Total- 2.621 unidades.
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Considerando um total de 186.440 veículos Dodge comercializados entre 1969 e 1984, a D100 coloca-se entre os mais raros Dodge brasileiros, representando 1,4% das vendas, abaixo do Magnum (2.160 unidades) e Lebaron (997 unidades).
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Outro ponto que coloca as D100 no patamar de "raridade" está no fato de que boa parte das vendas era destinada ao serviço público, tendo sido usadas ao extremo e depois sucatedas.
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Estimativas indicam que restam menos de 100 unidades em condições decentes no Brasil.
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D100 ZERO KM NA CONCESSIONÁRIA - 2

A foto acima também é do site http://www.museudodge.com/, cuja visita recomendo. Trata-se da concessionária Centrauto, de Curitiba, PR. Note à direita uma D100 Luxo bege, esperando seu novo dono.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A PRIMEIRA D100?

A foto acima é da "avó" de todas as D100, uma pickup Dodge Brothers provavelmente dos anos 1920.
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A logomarca que há no radiador, reproduzida no detalhe inferior à direita da imagem, foi utilizada nos modelos da marca entre 1914 e 1927.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

CUSHION BEAM


A suspensão dianteira das D100 nacionais e norte-americanas recebia o nome de "Cushion Beam" (algo como "feixes almofadados"), composta, segundo as fichas técnicas dos catálogos da época, de "eixo morto, rígido, em viga 'I', forjado, molas semi-elípticas, barra estabilizadora e amortecedores hidráulicos telescópicos de dupla ação".

Já o manual do proprietário das primeiras séries não cita a barra estabilizadora. Note que na foto preto e branco, do próprio manual, não aparece o componente.
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D100 UTILINE


Outra versão interessante só produzida nos EUA foi a "Utiline". A principal característica visual era a caçamba com paralamas salientes, formato que fez sucesso no Brasil nas pickups dos anos 1950/1960 e depois com as Ranger Splash na década de 1990.
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A propaganda da "Ute", redução de Utiline, destacava o fato de haver um degrau na lateral da caçamba, facilitando o manuseio da carga -daí o nome genérico "step-side" para este tipo de caçamba.
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Na Utiline, o estepe ia "encaixado" na lateral esquerda da caçamba, junto à cabine. Clique na imagem para ampliá-la.
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

MADE IN BRASIL, MADE IN USA - II

Comparando algumas espcificações técnicas da D100 brasileira e sua equivalente norte-americana, temos o seguinte:

Motorizações - a nacional teve apenas uma opção, V8 de 318 pol3, com 198 cv; nos EUA poderia poderia vir com motor 6 seis cilindros em linha de 140cv, V8 de 318 pol3 e 210 cv ou a interessante opção V8 de 383 pol3, com 258 cv.

Transmissão - no Brasil, caixa de três marchas com alavanca na coluna de direção, enquanto nos EUA, além de uma semelhante à nacional, o comprador poderia optar por uma manual de quatro marchas ou automática "Loadflite" de três velocidades.

Entreeixos - na D100 brasileira esta dimensão é de 2,9 m, a mesma da versão básica de lá, mas havia a opção com 3,25 m.

Direção - sem assistência no Brasil, hidráulica de série nas norte-americanas, desde que equipadas com V8.

Pneus - Inicialmente as D100 nacionais usaram 6.50/16; mais tarde teriam usado 8.25/15. Lá, os padrões eram 6.50/16 ou 8.15/15, sem câmara.

Tanque de combustível - 68 litros no Brasil, 65 litros lá.

A D100 da foto acima é -sem qualquer dúvida- a mais interessante das D100 produzidas, infelizmente só nos EUA. Trata-se da imagem oficial de lançamento do carro, constante no press-release em 1971. Clique sobre a foto para ampliá-la.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

D100: NOVA GERAÇÃO - 3


A primeira foto repete o modelo da capa do catálogo aprsentado abaixo, porém em ângulo que favorece a observalção de novos detalhes, caso do acabamento inferior em preto, na lateral, com um friso fino dividindo as cores.

Note também que o emblema Dodge 100 do paralamas dianteiro dá lugar a um letreiro "Deluxo 100", enquanto a marca Dodge aparece na lateral da caçamba, perto do arco do paralamas traseiro.

Detalhes interessantes são os pneus faixa branca e as rodas. Segundo o texto, "os pneus de diâmetro menor -idênticos aos de um veículo de passeio- são muito mais macios e aderentes ao solo". Curiosamente, a Chrysler nunca ofereceu em seus carros rodas aro 15, medida que consta na ficha técnica deste catálogo.

Já a segunda foto traz detalhes do interior, caso do volante emprestado do Dodge Dart, painel com acabamento "metalizado" e um instrumento a menos: nas primeiras D100 havia cinco mostradores -nível de combustível,velocímetro, temperatura do motor, pressão do óleo e carga do alternador, enquanto na foto há apenas quatro. Como não há referências sobre o assunto, imagino que o eliminado tenha sido o indicador de pressão do óleo. Outro "elemento estranho" está ao lado do comando do afogador, que pode ser um acionador de pisca-alerta ou puxados para abertura do capô.

Por fim, note as calotas que cobrem toda a roda, além da faixa branca na tampa traseira, para combinar com a cor da capota.

Clique nas imagens para ampliá-las.
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D100: NOVA GERAÇÃO - 2

Em continuidade ao tema anterior, desta vez temos uma imagem do modelo standard da linha D100.
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Poucas são as diferenças visuais perceptíveis em relação ao modelode estréia, de 1969: o letreiro Dodge sai do capô e vai para a grade, que mantém o padrão antigo; as rodas (pretas) não têm calotas.
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Na parte mecânica, boas novidades, conforme destaca o texto: nova relação do diferencial, visando a redução do consumo de gasolina.
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A pintura, em tom único, parece ser o mundialmente famoso "lime green", tradicional da marca, mas o preocesso de impressão antigo pode enganar.
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Tal como disse na postagem abaixo, também desconheço a existência de alguma unidade com este padrão. E, se você prestar bastante atenção, vai ver na foto um urubu em pleno voo...
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D100: NOVA GERAÇÃO

A foto acima é a capa de um raro catálogo produzido pela Chrysler do Brasil, talvez em meados da década de 1970. Em todos os anos de atividade antigomobilista, confesso que nunca vi uma versão como as apresentadas neste material, que para mim parecem ser as D100 produzidas na Argentina, mostradas como "nacionais".
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Para começar,a grade frontal, similar às utlizadas nos modelos de 1970/1971 nos Estados Unidos, derradeiros anos da pickup antes de se tornarem Dodge Ram.
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Sobre o capô, nesta versão Luxo, há repetidores dos piscas (setas), semelhantes aos usados nos Dodge Dart e Charger, mas não há indicação de que tivessem a função "fuel-pacer", espécie de "dedo-duro" que acendia a cada pisada mais forte no acelerador.Também foi incorporado o emblema da marca ao capô, este com sistema de abertura modificado, por conta do "fechamento" da grade com telas metálicas. O letreiro Dodge passa a ser o padrão da linha de automóveis, de pequenas dimensões.
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Pela primeira vez, aparece a pintura em dois tons, diferenciada pela cor da capota, além de um friso contornando a guarnição de borracha do parabrisas, enqanto a caçamba passava a contar com uma proteção de madeira no assoalho.
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No interior da cabine, nota-se que o banco tem acabamento superior, destacando a existência de duas "áreas de contato" no encosto, na tentativa de evidenciar o espaço definido para dois passageiros.
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